Quem Somos

Há mais de 40 anos atuando ao lado dos servidores públicos federais, ativos, aposentados e pensionistas.

Representação e apoio que acompanham toda a trajetória do servidor

A ASAS atua na representação, defesa de direitos e apoio aos servidores públicos federais ativos, aposentados e pensionistas. Com uma trajetória construída ao longo de mais de quatro décadas, a associação oferece atendimento humanizado, orientação especializada, benefícios e suporte às principais demandas dos seus associados.

A entidade trabalha para fortalecer a valorização dos servidores públicos federais, promovendo informação, acolhimento, representação institucional e acesso a serviços de apoio.

Uma trajetória construída pela união dos servidores

ATA DA FUNDAÇÃO DA ENTIDADE

PRIMEIRA ATA DA FUNDAÇÃO REGISTRADA

ATA Nº 01, DE 03 DE SETEMBRO DE 1985. Às quinze horas e trinta minutos do dia três de setembro de mil novecentos e oitenta e cinco, reuniram-se no Auditório do décimo-quinto andar do Edifício do INAMPS de Belo Horizonte, funcionários aposentados de diversas carreiras dos quadros do SINPAS, com a finalidade de fundar-se uma associação que os congregasse e zelasse pelos seus interesses. Na ocasião, a Assistente Social, Geanete de Oliveira, que acabava de presidir no mesmo local, a décima-sétima reunião do grupo de ex-servidores do IAPAS, convidou para a mesa a Presidente Terezinha Hannas Guimarães, que apresentou e convocou os demais membros da diretoria provisória, a saber: Alva Lila Brostel Nunes Leal (Vice-Presidente); Roberto Bracher (Primeiro Secretário); Onila Gomes de Almeida Cunha (Segunda Secretária); Idê Fonseca Loureiro (Primeira Tesoureira); Stella Corrêa da Silva (Segunda Tesoureira); Sabino Loreto Cecílio da Silva (Relações Públicas); Maria Fausta de Barros e Alcy Assumpção (Comissão de Estudos e Proposições). 

Uma trajetória construída pela união dos servidores

A história da ASAS começou a partir da união de servidores que acreditavam na força da organização coletiva. Desde sua fundação, a associação nasceu com o propósito de congregar, representar e defender os interesses dos servidores públicos federais, especialmente aposentados e pensionistas.

Ao longo dos anos, a ASAS consolidou sua atuação como entidade de apoio, orientação e valorização de seus associados, mantendo o compromisso de estar presente e atuante diante das demandas mais relevantes da categoria. Nesse processo de constante aprimoramento institucional, foram promovidas alterações estatutárias com o propósito de adequar suas normas, objetivos e diretrizes às necessidades dos servidores públicos federais e à legislação vigente, fortalecendo sua atuação e reafirmando seu compromisso com a defesa dos direitos e interesses de seus associados.

1985

Fundação da Associação dos Servidores Aposentados e Pensionistas Estatutários do Instituto Nacional de Seguridade Social e ex-INAMPS. ASAS - MG

Criação da entidade com o objetivo de reunir e representar servidores aposentados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), pensionistas beneficiários do ex-servidores do INSS e ex INAMPS, compreendendo pessoas físicas revestidas de tais denominações do ex IAPAS e INPS e ex INAMPS e servidores aposentados e pensionistas do ex INAMPS.

2009

Associação dos Servidores Federais Aposentados dos Ministérios da Previdência Social, Saúde e Trabalho - ASAS/MG.

Alteração Estatutária feita em 06 de março de 2009 com o intuito de congregar os associados aposentados e pensionistas, na defesa de seus direitos junto à Administração Pública Federal, representando-os coletiva ou individualmente.

2016

Associação dos Servidores Federais Ativos, Aposentados e Pensionistas no Estado de Minas Gerais – ASAS/MG.

Alteração Estatutária feita em 26 de julho de 2016 com o intuito de congregar e representar os seus associados, servidores federais ativos, aposentados e seus pensionistas, a defesa de seus direitos e interesses coletivos, judicial ou extrajudicialmente, podendo constituir advogado com cláusula ad judicia inclusive, quando couber, conceder poderes especiais de transigir, acordar, desistir e dar ou receber quitações

2025

Associação Nacional dos Servidores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço Público Federal – ASAS.

Alteração Estatutária realizada em 22 de janeiro de 2025, com o objetivo de ampliar a abrangência de atuação da entidade em âmbito nacional, passando a denominar-se Associação Nacional dos Servidores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço Público Federal – ASAS.

Missão

Promover a valorização, proteção e qualidade de vida dos servidores públicos federais e seus dependentes, por meio da defesa de direitos, benefícios e serviços de apoio.

Visão

Ser reconhecida como uma entidade de referência na representação e no acolhimento dos servidores públicos federais ativos, aposentados e pensionistas.

Valores

Compromisso
Respeito
Transparência
Acolhimento
União
Defesa de direitos
Atendimento humanizado

Missão, visão e valores

Um conjunto de serviços pensado para apoiar o servidor em cada etapa da carreira.

 3) A Presidente pede, para que se levantem os que estivessem de acordo com a criação de Associação, tendo-se verificado que todos se levantaram, ante o que foi declarada criada a Associação dos Servidores Aposentados do SINPAS em Minas Gerais. 

4) A Presidente pergunta se, entre os presentes no Auditório haveria um bacharel em Direito que pudesse aceitar o cargo de Assessor Jurídico, que ainda se achava vago na Diretoria provisória, mas, no momento, ninguém se manifestou. 

5) A Presidente informa que, assim que surgiu no grupo a ideia de fundar-se a Associação, no mesmo começou a elaborar um anteprojeto do Estatuto, para o qual, depois de alguns estudos e discussões, escolheu-se para modelo o da Associação dos Funcionários Aposentados do Estado, anunciando que esse anteprojeto seria então lido em voz alta, para que continuasse sendo aperfeiçoado, até chegar-se à forma final. A leitura foi feita, até certa altura, por Alva Lila Brostel Nunes Leal, sendo concluída por Paulo Pereira Lima.

6) Foram as seguintes as principais sugestões surgidas: 

a) um dos presentes fez um reparo quanto à autoridade que se deve ao Presidente para efetuar compras e tomar certas outras decisões, lembrando que, para tais coisas tem de ser ouvido o Conselho Fiscal ou a Diretoria toda. 

b) Antônio Francisco Oliveira chama a atenção para o fato de que, embora o Estatuto dos Funcionários Aposentados do Estado em que nos baseamos, tenha passado pelo exame de autoridades em direito, como esclareceu a Presidente, assim mesmo o por nós elaborado, terá de passar pelo crivo de uma Assessoria jurídica. E termina propondo o exame do Estatuto em elaboração por um número maior de associados. 

7) Foram feitas sugestões para que a Associação conectasse com a UNSP e com a Associação dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias. 

8) Neste ponto, a Presidente sugere que Maria Aparecida Leal Paixão Roedel ficasse encarregada dos contatos entre a Associação e a UNSP, já que ela faz parte da diretoria daquela entidade. Maria Aparecida não deu, na hora, uma resposta formal, embora deixando transparecer certa aquiescência à ideia. 9) A Presidente informou aos presentes quanto à existência de fichas de inscrição para associados, tendo feito a descrição desse impresso e proposto que a contribuição definitiva, ainda não estabelecida, seja paga pelos associados por ocasião do aumento do funcionalismo, quando, por exemplo, os descontos para esse fim seriam feitos no contracheque por um período de seis meses, sendo de meio por cento sobre a referência o valor da contribuição mensal. 10) Foram distribuídas fichas de inscrições. Tendo-se concordado em que cada um juntasse à sua ficha uma taxa de inscrição de cinco mil cruzeiros. Após a coleta das fichas foi verificado que se conseguiram cinquenta inscrições. Tendo sido estas conferidas e registradas pela primeira Tesoureira Idê Fonseca Loureiro. 11) Foi marcada nova reunião geral para o dia primeiro de outubro. 

12) Geanete Oliveira comunicou que, apesar de fundada a Associação, o grupo de ex-servidores do IAPAS ainda cumpria o restante de suas reuniões já programadas, anunciando que a do dia dezessete próximo seria dedicada a lazer, com números de violão por Sabino Loreto, devendo ser presidida por Roberto Bracher que, na ocasião, também se inscreveu como animador de uma parte dedicada a jogos na mesma reunião.
E, nada mais havendo em pauta, a reunião foi encerrada às dezessete horas, sendo posteriormente lavrada a presente ata, que leva as assinaturas competentes após a aprovação.
Roberto Bracher – 1º Secretário
Terezinha Hannas – Presidente
Alva Lila Brostel, Onila Gomes,
Idê Fonseca Loureiro

No Brasil já é uma tradição tratar o aposentado como pária do serviço público. Ele é sempre um capítulo à parte, que vai ser lido ou estudado depois, amanhã ou… nunca. Nossa desunião e passividade, ressalte-se ajudam o processo. Já se disse, com muito acerto, que “a covardia dos bons aguça a audácia dos maus”. Não diria que somos os bons da estória, mas os indiferentes, e os que nos prejudicam não são propriamente os maus, mas os muito desumanos no trato de assuntos sociais. Quanto mais for sentida nossa impotência para reivindicar em protestar, tanto maior será o descaso por nossa sorte. Portanto, colegas, se não nos unimos, a audácia persistirá na sua ação corrosiva. “Não nos dispersemos, disse o saudoso Dr. Tancredo. E a maneira de nos unirmos é a fundação de nossa Associação. Se não temos, sequer, a oportunidade de greve, vamos buscar outras armas. O Brasil vive momentos eminentemente políticos. Portanto, na política buscaremos amparo para o êxito de nossa Associação, quando ela se transformar numa realidade. A Associação, além de ser um caminho para nosso congraçamento, será, principalmente, a tutela de nossos interesses, à imitação das categorias agrupadas em sindicatos, com o mesmo objetivo e que estão disseminados por várias partes do mundo. “A associação”, de um modo geral, é uma união para dentro, segundo Oviedo, resumindo sua atividade em proporcionar a seus associados as defesas, garantias e vantagens naturais do fenômeno associativo”. “A associação de classes tem ligação com a nossa própria condição de pessoa humana. Nós somos sociáveis e políticos e nossa união multiplica nosso poder. Só através de uma organização consciente e bem embasada atingiremos o objetivo sonhado. Será, principalmente, o veículo que transportará nossas reivindicações aos órgãos do poder público. Só para explicar o valor das associações, reportemo-nos a um fato de resistência ao meio, que redundou em benefício de uma categoria escravizada, apesar de ventos adversos: no tempo dos escravos, formaram-se confrarias, que, além de objetivos religiosos, arrecadavam recursos para a compra de cartas de alforria. Uma delas a de Chico Rei no começo do Século XVIII, chegou até a adquirir uma mina de ouro em Vila Rica, cuja renda era destinada ao pagamento da liberdade de outros escravos. Este é um modelo simples de agrupamento, que redundou em inúmeros benefícios. E, como não podia deixar de ser, sempre em Minas Gerais, reduto de gente corajosa e lutadora, que se posta sempre na vanguarda dos grandes acontecimentos. Se uma simples confraria conseguiu, naquela época, adquirir uma mina de ouro, para atender a um ideal de escravos, nós, também, se desejarmos com veemência, poderemos tornar auríferas nossas esperanças de um dia ocuparmos o espaço que ainda nos cabe. E, agora, um exemplo bem próximo de nós: A Associação dos Servidores do SINPAS conseguiu eleição para escolha do Diretor da Patronal. Que esse exemplo nos sirva de lição e encorajamento. Precisamos de adesão, não só de um pequeno grupo, mas de todos os aposentados sem exceção, que conosco formarão uma frente reivindicadora, na justa luta que estamos incitando. Porque, colegas, a persistir o “statu quo”, daqui a alguns anos, estaremos com vencimentos iguais ao da menor categoria do serviço público. A Associação é, pois, a melhor opção do momento. E, se “o direito de associar é um direito primordial de homem”, conforme raciocina Linares vamos dele fazer bom uso e tentar o nosso espaço, nesta nação que acaba de renascer. Muito obrigada.

A partir de então os trabalhos transcorreram como segue:

1) Foi assinada a lista de presença, pela qual se verificou que compareceram os seguintes colegas: Maria da Conceição Gonçalves, Maria Aparecida Leal Paixão Roedel, Celeste Marinho Dias Maciel, Yonne M. Morandi di Azevedo de Oliveira, Adiler Higino da Silva, Nazareth Tereza de Menezes, Carmem Eurides P. da Silva, Amaury Diniz do Nascimento, Maria Geralda Furtado, Maria José de Oliveira, Dalila M. Gaspar de Almeida, José Pimenta, João Otaviano de Lelis, Hercy Pereira de Oliveira, Maria da Conceição de Vasconcelos Sampaio, Maria de Lourdes Pena Sales, Maria de Lourdes C. Taveira, Josefina Nunes Muniz, Hélia Reis de Oliveira Hurtado, Hélio Comini, Elza Stella Reis, Heloisa Bacelar Portela, Emídio Araújo de Oliveira, Maria do Carmo Cainaro, José Maria Monteiro Costa, Léa Meirelles Ferreira, Antônio Francisco Oliveira, Lisete Sobral Batista, Vicêncio A. da Silva, Sebastião Teixeira Pinho, Noemi Figueiredo, Juracy Ferreira Antunes, Helena Guimarães, Maria Auxiliadora de Oliveira Gama, Isaura Alvarenga, Maria Federico, Zélia Figueiredo Abranches Mesquita, Armando de Mattos Costa, Dulce Rattes Máximo, Ubaldina Walderez Fortes, Paulo Pereira Lima, Wanderley Ferreira da Silva, Éder Melo, Ambrosina Martins Ferreira e Melo, Maria A. Leonel, Nair Silva, Juracy Pequeno, José Maria, Paulino Pereira de Souza, Euclides Juvenal da Cruz, Francisco Monteiro, José Rodrigues da Silva, Geraldo Pereira S. França, Paulo de Almeida, Maria de Lourdes Ávila Oliveira, José Antônio Orlandi, Levy Almeida Azedo, Terezinha Hannas Guimarães, Alva Lila Brostel Nunes Leal, Roberto Bracher, Idê Fonseca Loureiro, Onila Gomes de Almeida Cunha, Geanete de Oliveira, Alcy Assumpção, Sabino Loreto Cecílio da Silva, Maria Fausta de Barros e Claudionor Alves Bahia. 

2) A Presidente, Terezinha Hannas Guimarães, dirigiu aos colegas as seguintes palavras, que trouxe por escrito: Prezados colegas. É um prazer muito grande encontrá-los aqui nesta reunião. Não sei se já é do conhecimento de todos que, há mais tempo, ainda sob a gestão do Sr. Superintendente Dr. Luiz Marcos Moreira, a Secretaria de Administração do IAPAS convocou um grupo de servidores aposentados para um encontro, sob a orientação do Serviço Social de Pessoal. Compareceram à reunião apenas oito servidores. Nas subsequentes, alguns não apareceram mais e outros novos servidores vieram incorporar-se ao grupo. A finalidade desses encontros foi a de congregar os servidores aposentados diversos e entregues, cada um, a seus próprios e novos afazeres, sentiu, naturalmente, a Administração que o contato com os aposentados tornava-se uma tarefa difícil, urgindo, pois uma tentativa de trazê-los para perto de seus Institutos de origem, para maior e mais rápida veiculação de informações e uma tentativa de união da classe. Acontece que a medida, diga-se, de grande alcance social, não surtiu o efeito previsto, pois o aposentado tem um grande poder de acomodação, insiste em isolar-se, não atendendo ao chamado que lhe for endereçado. Restou, portanto, até o presente momento, uma turma pequena, porém obstinada, que se propôs a impulsionar o plano, cumprindo, assim, a programação que ela mesma elaborou no decorrer dos últimos meses. No início a turma se reunia apenas para bate-papos. Com o tempo, foi montada uma proposta de atividade, onde cada elemento vem apresentando sua habilidade preponderante: logosofia, yoga, bordado, música, crochê, alimentação, paisagismo, etc, além de discussão sobre normas e atos de seu interesse. E, ao final, a tentativa de sorte: faz-se um jogo de Loto, porque só assim mantemos a esperança de um dia, engordar nosso depauperado salário… Pensando em salário e conhecendo os últimos atos governamentais – Decreto Lei 2.165/84 que concede, a partir de 09/84, vinte por cento aos que estão em atividade e sobre o maior valor da categoria, e, para os aposentados apenas sobre o seu salário e a partir de 01/85, e a Exposição de Motivos DASP 77/85, que concede referências aos da ativa, excluindo-nos de plano – atos que vêm tornando insustentável a situação financeira dos aposentados – propus ao grupo a ideia de fundarmos uma Associação dos Servidores Aposentados do SINPAS em Minas Gerais, à semelhança do que ocorre no Estado, cuja Associação já conseguiu melhorias para a classe aposentada. A turma acolheu a ideia, de um modo geral, entusiasmou-se. Começamos, então, a esquematizá-la, concluindo que para sua execução, precisávamos do apoio de todos os aposentados, à vista do que foi redigido o convite grampeado ao contracheque dos servidores do IAPAS, ficando os outros órgãos para convites futuros. Alguns questionarão que já existe a UNSP. Eu diria que, se a UNSP já trabalha pelos servidores em geral, ao lado dela constituiríamos uma nova força, capaz de fortalecer as reivindicações da classe: uma associação muito nossa, onde todos poderão opinar, propor, lutar, como já o faz a Associação dos Fiscais. E, como Associação, teríamos maior penetração na UNSP e em outros órgãos. Impeçamos que atitudes derrotistas constituam embaraço a nossos objetivos, para cuja consecução aplicaremos otimismo e fé. Aceitaremos a derrota após a luta, mas antes dela não há lugar para desânimos. Não vamos ficar à margem da orquestra e confirmam, assim, a crítica depreciativa de que o aposentado é um violino encostado que não emite mais sons. Para continuarmos sobrevivendo condignamente, o que muito merecemos, porque demos o melhor de nossas vidas pela instituição a que servimos, devemos lutar pelo respeito a nossa condição de aposentados, que existe por deliberação legal, não se tratando de mendigos, tradicionalmente ociosos, a quem atiram, com má vontade, alguns trocados no chamado chapéu de palha.